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Banco Sol já investiu 3,5 milhões de dólares em micro-créditos
Poverty ReductionSource: O Independente
Category: Economy and Poverty reduction
Date of article: 25/06/2005

Summary: O ano de 2005 foi con­sagrado internacional­mente pelas Nações Unidas como sendo o ano do micro-crédito. E Angola, como não podia ficar de parte, através do Banco Sol apostou no projecto de micro-crédito que segundo Coutinho Nobre um dos seus responsáveis já benefi­ciou mais de 10 mil famílias.


Full Article:
O ano de 2005 foi con­sagrado internacional­mente pelas Nações Unidas como sendo o ano do micro-crédito. E Angola, como não podia ficar de parte, através do Banco Sol apostou no projecto de micro-crédito que segundo Coutinho Nobre um dos seus responsáveis já benefi­ciou mais de 10 mil famílias.

O Que é o micro-crédito ?

- O Micro-crédito é um produ­to ,estruturado pelo Banco Sol que visa, sobretudo, acudir as populações de baixa renda para que estas pessoas possam mon­tar alguns negócios e também, por outro lado, aqueles que já têm pequenos negócios possam implementá-los ou incremen­tá-los.

A iniciativa visa, ainda, ajudar para que a população possa encontrar uma forma de sub­sistência, e uma forma de criar emprego para as comunidades. Em suma, o objectivo funda­mental consiste em beneficiar o tecido social, uma vez que o micro-crédito é uma obra social e quem ganha cor este projecto é o tecido social, então o Banco Sol assume este papel e tem estado a desenvolvê-lo com muita perseverança, e as exper­iências dos resultados adquiri­dos mostram-nos que é um produto que deve ser ampliado em todos os extractos da sociedade angolana, sobretudo no meio rural e suburbano, sec­tores onde se encontram carên­cias de vária ordem.

Qual é o Capital inicial deste projecto?

-Quando assumimos formal­mente este desafio prevíamos, portanto, 8 (oito) milhões de dólares americanos que deveri­am ser obtidos através de um financiamento externo. Com este montante, de acordo com os indicadores constantes e reflectidos, poderíamos estrutu­rar este produto e torná-lo extensivo a toda a dimensão do país. Infelizmente, não foi pos­sível obtermos financiamento dos oito milhões de dólares tal como indicavam os estudos feitos antes da abertura do Banco. Face a esta realidade, o Banco tem dado resposta a este produto e serviço plasmado nos seus estatutos com base nos seus recursos financeiros inter­nos. Quero dizer que nós procuramos reforçar a nossa área comercial, onde captámos as poupanças necessárias através de um outro serviço que nós colocámos no mercado, e con­seguimos obter as receitas e, uma parte das mesmas que cap­támos da nossa actividade canalizamos para o micro-crédito. Neste momento nós já disponibilizámos para projectos de micro-créditos três milhões e quinhentos mil dólares ameri­canos, já atingimos uma popu­lação estimada em 10 mil ben­eficiários. Estamos neste momento implantados em Luanda, Bengo (província histórica, onde foi implementa­da a experiência, a infância deste projecto), Malange, Bié, Huíla, Huambo, e pensamos que, de acordo com o nosso plano estratégico, com a nossa visão estratégica, com recursos disponíveis e, sobretudo, com as valentes capacidades adquiri­das, vamos atingir as outras províncias do país.

Que condições são necessárias para beneficiar do micro-crédito?

- A primeira condição funda­mental é a organização. Nos temos agentes, estes vão às comunidades onde formam grupos, chamados grupos solidários, constituídos, geral­mente, por cinco elementos, o grupo escolhe um líder, a pes­soa que há-de estabelecer os contactos com o Banco e o grupo é identificado através de instrumentos de identificação capaz de ser susceptível de iden­tificação clara: nome, residên­cia, e outros elementos necessários. Os elementos do grupo recebem formação dada pelos nossos agentes do micro-crédito. Na verdade, os nossos agentes de micro-crédito informam, capacitam o pessoal, dão-lhes as ferramentas necessárias, sobretudo, os pro­cedimentos, a metodologia, a forma de estruturação e a forma de organização. Depois disto, eles preenchem os formulários, que, no fundo, são os contratos de adesão e com este contrato o agente do crédito trás o grupo junto de um balcão do Banco Sol e aí consegue o financia­mento.

Trata-se de um projecto de con­tinuidade?

-Nós quando entrámos com este projecto, a visão estratégica e a visão global deste projecto é de que, as pessoas ao beneficia­rem do micro-crédito hão-de começar uma nova etapa da sua vida, e ao iniciar essa nova etapa que é o primeiro passo difícil mas historicamente importante porque vai marcar as pessoas, elas terão que ter um projecto de continuidade, quer dizer que nunca hão de regressar a etapas anteriores, que é aquela etapa de dependência e pobreza, portanto a pessoa está inserida no projecto, o Banco vai alavancá-la, ela sai dum beneficiário de 100 dólares para 500, 100, 2000 dólares em diante. Há aqui como que, um processo de crescimento e afir­mação e desenvolvimento das comunidades, quer humano, quer de negócios, quer de pro­jecto, numa só palavra, para a melhoria substancial da vida da pessoa. Portanto, é um projecto de continuidade, se não tiver a componente continuidade, devo-lhe dizer que não estare­mos a alcançar de forma plena ou remediável os nossos objectivos.

Qual o papel dos governos provin­ciais onde este projecto está implementado

-Devo dizer que o papel dos governos provinciais, como pode imaginar, não interferem nos aspectos técnicos, intervêm sobretudo nos aspectos de ordem política e social, mas o factor aqui relevante e de extrema importância é que os governos provinciais têm dado apoios necessários ao Banco Sol, sobretudo na identificação das infra-estruturas para mon­tarmos as nossas agências e bal­cões, temos tido também apoios dos governos provinci­ais, sobretudo no trabalho que tem sido feito junto da comu­nidade no meio rural.

  
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